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  • Camila Wolf

Ansiedade normal, ou ansiedade transtorno?

Hoje estamos começando a série sobre os transtornos de ansiedade. Vamos falar sobre a diferença entre ansiedade normal ou patológica. 


O Brasil é o país com maior número de diagnóstico em transtorno de ansiedade no mundo. Mais de 18 milhões de pessoas sofrem com a ansiedade em níveis patológicos. No entanto, estima-se que uma parte dessa população, tenha sido diagnosticada precipitadamente - o que dificulta o tratamento adequado.


Sintomas como angústia, excesso de preocupação e dificuldade para dormir são comuns em diversos momentos da nossa vida e um olhar profissional atento são essenciais para a compreensão do que está acontecendo na vida da pessoa.


Hoje você vai aprender como saber se a ansiedade que sente está dentro da normalidade ou se é hora de procurar um profissional.


A ansiedade é um sentimento comum a todos os humanos


Assim como a raiva, tristeza ou felicidade.


Ela pode aparecer em momentos específicos, como por exemplo, apresentar um trabalho, experimentar algo nova ou fazer uma prova. Observe que a ansiedade está ligada à situações novas, que envolvem expectativas e fantasias sobre o que irá acontecer.


Se olharmos a vida como um todo, cada minuto é um novo evento, pois nunca poderemos saber com exatidão o que irá acontecer.


Mas com o passar dos anos, conseguimos identificar certos padrões que nos torna um pouquinho mais habilitados para ‘prever’ o futuro.


Vamos dar um exemplo:


Eu sei que preciso levantar às seis da manhã para organizar o café da manhã, tomar banho, arrumar os meus filhos para que ambos cheguem no horário certo de começar as aulas. Sei também pela minha experiência que 10 minutos a mais na função soneca, compromete essa organização matinal e todos nós sairemos de casa afobados, correndo para conseguir chegar a tempo.




Mas mesmo acordando na hora e fazendo tudo certinho, nada garante que no meio do caminho não terá um engarrafamento provocado por um acidente ou um pneu furado porque alguém jogou uma garrafa de vidro na rua.

O que eu quero dizer é que, embora tenhamos o desejo de controlar as situações e as nossas vidas, o imprevisível sempre é uma possibilidade e nós podemos reagir de duas formas:


1. Aceitar o fato que não controlamos tudo

A aceitação de que coisas fora do previsto acontecem, nos permite viver de forma mais leve, seguros que fazemos o melhor para lidar com essas situações.

2. Vivermos apreensivos pensando: “e se isso acontecer?”

Vivermos apreensivos é viver ansioso, preocupado, angustiado com o “e se…”


A ansiedade deixa de ser normal e começa a entrar no campo do transtorno quando aparece com força e intensidade suficientes para prejudicar a minha vida.

E o curioso é que acontece mesmo. E não é porque você teve a sensação que iria acontecer, como se fosse uma habilidade sobrenatural de pressentir o futuro, mas porque coisas ruins acontecem mesmo. Com todo mundo.

Coisas boas também acontecem, com todo mundo e o tempo todo. Mas quem se sente ansiosa ou ansioso por muito tempo, de uma forma patológica, tem uma séria dificuldade em perceber as coisas boas, pois está tão apreensiva com o que vai vir, que falha miseravelmente em perceber o que já está aqui, presente no aqui e agora.

Quando nos sentimos ansiosos, nosso corpo está no presente e nossa cabeça, no futuro.

Eu sinto no presente.

Eu como no presente,

sinto frio no presente,

durmo no presente,

mas a minha cabecinha pensa na comida que ainda não chegou,

no frio que ainda não senti e no sono que ainda não veio.